sábado, 17 de janeiro de 2026

Separação

Escrito em: 04/03/2025


 Hoje, madrugada do dia 4 de março, e eu no meio de uma crise de ideias, opiniões, considerações e lembranças. Vamos começar onde o nó ainda era suave, para depois ele se enrolar mais e mais. Duas pessoas estavam me pedindo ajuda, na verdade me pedindo uma luz, um guia para o caminho que deveriam seguir e, sinceramente, se eu soubesse que me viam como alguém que tem tamanha capacidade para tal, eu não teria deixado minha imagem tão positiva assim. Afinal, nem tudo é o que parece ser, e apesar das minhas questões mentais já estarem resolvidas e pertencerem a um tempo diferente deste, o que serviu para mim pode muito bem não servir para outros. Me apresentei como ouvinte para ganhar conhecimento das situações e foi após isso que percebi que estava no mesmo local do início. Como eu ajudaria alguém a não sair desse plano? Como eu faria isso? Um martelinho bateu na hora em minha cabeça: “Você não é um super-herói, não adianta”. Cometi o erro mais tarde de me afundar em águas que não eram as do universo amarelístico, me joguei sem notar em matas novas, perigosas, e o pior, deixei que tudo o que se encontrasse por esses locais me atingisse. A espada não estava em meu coração, mas passei a agir como se estivesse. Tudo isso porque quero sempre salvar todos, quero ser a Muralha da China, quero ser as defesas de Roma, quero ser as paredes de um castelo medieval. Que grande bobagem essa minha de almejar ser o Salvador da Pátria, nem mesmo o Cristo Redentor consegue olhar a todos do alto do Rio. Na minha cabeça de mais novo, ele era como uma autoridade clerical. Enfim, me toquei que estava voltando a ser o que era antes, e a corda já estava me sufocando de tão apertada que se encontrava em volta do meu pescoço. Devido a isso, busquei as lições aprendidas nessa jornada chamada “Vida”, guardadas em papiros sagrados dentro do meu ser. Me reorganizei, retornei ao meu posto de estabilidade e me blindei com mais um escudo, o da Distância, com relação a coisas que não são as minhas próprias. E agora, o caminho que eu escolho tomar ainda é o de ajudar, porém sempre com mais consciência, até porque, como posso aconselhar alguém se eu não estiver bem devido aos próprios problemas dos outros que eu deixei me afetar? Que o que venha de mim seja sempre girassol, e os demais que me procurarem transmitam boas flores também.

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